(Relógio Astronómico - Praga)Sabe tão bem,
manhã cedo,
ao pequeno almoço,
uma madalena
Não para
«Em Busca do Tempo Perdido»
Sequer para
«O Tempo Reeencontrado»
(Proust)
A principal característica do tempo é a irreversibilidade:
Faz vibrar o aceno fúnebro do «Nunca mais.»;
Dá às coisas que nunca veremos duas vezes essa extrema acuidade da volúpia e de dor onde o absoluto do ser e do nada parecem aproximar-se, até confundir-se;
Prova que a vida vale de uma vez por todas.
Três dimensões do tempo:
- Um presente relativo ao passado: Memória;
- Um presente relativo ao presente: Percepção;
- Um presente relativo ao futuro: Expectativa.
(Vidé: «Confissões» Santo Agostinho Livro XI Pgs 297 a 315 da INCA)
Enquanto nós podemos agir sobre o espaço, através da rapidez incessantemente acrescida dos meios de transporte, não podemos agir sobre o tempo.
O espaço é o sinal do nosso poder;
O tempo é o sinal da nossa impotência.
A estrutura temporal da nossa experiência é tão constrangedora que o homem sempre sonhou libertar-se dela e o desejo de eternidade se exprime em quase todas as religiões e no comportamento do homem, que procura sobreviver a si próprio através das suas obras ou dos seus filhos.»
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Ando cansado. É verdade. Todas as manhãs, cinco dias por semana, levanto-me às 6H00.
Deito-me tarde. Durmo pouco mais do que cinco horas. Devia dormir oito.
Não consigo organizar-me.
Solução de um amigo:
«Um ovo!»
«O quê?»
«Um ovo de Colombo!»
«Hum...»
«Ligas o despertador para te levantares?
«Sim!»
«Faz o mesmo para te deitares!»
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Só de pensar que um dia, sei lá porquê, perderia a visão ou a audição, me fosse impedido ver e ouvir relógios como os ilustrados, fico horas sem conseguir repousar, sem dormir...


ah... mas sem relógios o tempo estaria provavelmente sempre certo, não é? :)
ResponderEliminare lembro sempre esta citação:
"o tempo é muito lento para os que esperam, muito rápido para os que têm medo, muito longo para os que lamentam, muito curto para os que festejam... mas para os que amam, o tempo é eterno" - william shakespeare
Mais do que a eterna juventude, a imortalidade ou a eternidade o grande desejo do Homem sempre foi o de ser Omni.
ResponderEliminarLevantas questões que são talvez as maiores questões filosóficas e as mais fundas inquietações do homem: a eternidade, a imortalidade, o tempo...alguma vez encontraremos respostas satisfatórias?
ResponderEliminarDá "pano para mangas", este teu post!
O tempo é como a morte,nada podemos fazer contra...nem alterar...nem retardar...rigorosamente nada!!!
ResponderEliminarPodemos iludir as rugas com cremes de rosto...plásticas,alimentação, exercício físico(deve-se fazer) etc...podemos iludir a morte,com máquinas para prolongar a vida...o respirar... mas temos consciência que nada é igual ao que era...ao que fomos...O fulgor da juventude apaga-se, extingue-se...
Aproveitei o carnaval para me disfarçar...e me divertir.
Bjs
Cuidado
ResponderEliminarhoje toma posse
o coiso
Não sei se gostei mais do texto ou dos relógios aqui expostos. Absolutamente maravilhosos!
ResponderEliminarmeu amigo, que reflexão para os dias que vivo! Se ao menos pudesse seguir o conselho desse amigo!...
ResponderEliminarQue belos relógios! Não conheço Praga («Praga, Budapeste, o mundo», como diria o Poeta), os outros já os olhei de frente...só não aprendi a lidar com o tempo.
Beijo
Destaco do teu excedente post esta frase tão verdadeira:
ResponderEliminar"O espaço é o sinal do nosso poder;
O tempo é o sinal da nossa impotência."
Sinto impotente por não saber ter tempo para dormir.
Detesto relógios, são controladores (apesar destes serem magníficas obras de arte)
Bjos
Ora aqui está um perfeito exemplo do que é um post bem elaborado: tem conteúdo, profundidade e um evidente bom gosto.
ResponderEliminarAbraço
Oh JPD, obrigada...mas não era a minha intenção. Sabes que também sou «cota»...a hipermetropia já mora nos meus olhos.
ResponderEliminarO tal livro vale a pena!
Bj
Um post interessante que nos conduz inevitavelmente a uns momentos de reflexão. Com o passar do tempo, irreversível como todos nós sabemos, surge a saudade, a necessidade de rever, de revisitar ,se possível, espaços que nos deixam aquela marca indelével que nos leva a recordá-los na nossa conversa entre amigos e surge também a esperança,tempo futuro, de voltar ao mesmo lugar, às mesmas gentes, aos mesmos aromas, sabores e cores.
ResponderEliminarBem-hajas!
Abraço fraterno
Campanários, torres e relógios, o tempo são tudo coordenadas que afectam o meu olhar e a minha audição.
ResponderEliminarO tempo de Santo Agostnho é incontornável: "Memória, Percepção e Expectativa", não há palavras.
Apesar da impotência em relação ao tempo, o relógio é inevitavelmente precioso... veja-se pelas suas fotografias magníficas.
Bom gosto e originalidade!
Abraço!:)
Vejo aqui, também a eternidade e a imortalidade... duas questões do tempo.
ResponderEliminarExcelente, JPD
Já vi ao vivo os relógios de Praga e de Veneza.
ResponderEliminarDo texto, fiquei muito agradada.
>Um abraço.
Não podemos realmente parar o tempo, mas perder tempo a observar minuciosamente cada um destes relógios é uma preciosidade.....
ResponderEliminarSó vi o de Veneza....Quem sabe não irei a Praga um dia destes?
Obrigada pela visita...
Beijos e abraços
Marta
Olá gostaria que visita se meu blog que é dedicado a cultura. Espero que goste nele tenho uma coluna poética aos sábados ás 09 da manhã espero poder contar com sua visita.
ResponderEliminarSucesso em seu espaço.
Magno Oliveira
Twitter: @oliveirasmagno ou twitter/oliveirasmagno
Telefone: 55 11 61903992
E-mail oliveira_m_silva@hotmail.com
Praga é uma cidade fantástica de monumentos e eventos culturais.
ResponderEliminarSaudações poéticas
"Lançada a moeda para o alto: eis o tempo que te resta"
ResponderEliminar- essa é quase uma ameaça no poema de Age de Carvalho.
Se nao podemos dominar o tempo pra que olhar tantos relógios? rs
Gostei muito dessa publicação JPD e agarro-me com força trocando o pesnamento e dizendo que "o tempo é sinal do nosso poder" nunca da nossa impotência.
Se ilusão, faz-me bem! rsrs
Relógios é meu maior sonho de consumo, guardo-os em caixinha de veludo rs
Obrigada te deixo abraços
Inadvertidamente, esta semana "copiei-lhe" a temática,JPD :)
ResponderEliminarO tempo é sempre este pano de fundo oscilante entre um kronos impiedoso e um kairos que tanto queremos salvaguardar. E tantas vezes perdemos, impotentes, como bem diz.
Magnífico exercício, JPD. Obrigada!
Um abraço desde Braga.
Olá
ResponderEliminar...repetem o nosso tempo em cada badalada.
Beijos.
Voltei.
ResponderEliminarA foto foi tirada na Penha/Guimarães.
Bjs.
Como sempre, caro JPD, as reflexões que suscitas ultrapassam largamente o limite dos comentários possíveis. Os relógios são tão fascinantes quanto o próprio tempo: prova material do imaterial e intangível. Em Portugal, há um pequeno tesouro dedicado aos relógios, e que provavelmente conheces: o museu do relógio em Serpa. Imperdível.
ResponderEliminarDe entre muitas, persiste em mim a velha mas inexorável asserção: 'nada é mais relativo do que o tempo'.
Um abraço.