
Gentileza Google
Ao jantar, ela disse-lhe
«Por que razão utilizas apenas o lado direito dos maxilares para mastigar?»
«Não sei. Nunca pensei nisso. Tens a certeza?»
«Vê-se!»
Ele encheu a boca de comida. Levantou-se. Pediu-lhe que se erguesse da mesa. Fizeram um compasso de espera para que a maior quantidade de água escorresse dos corpos. Saltaram do copo e foram à casa de banho.
Olharam para o espelho.
A diferença era evidente.
Ambos repararam que era o maxilar esquerdo que mastigava os alimentos. Eficaz, preparava um bolo gástrico de se lhe tirar o chapéu.
«Espertinho!» Pensou ela, quase implodindo.
É estranho verificar um casal encafuado num copo cheio de água, à espera da gota -- Ambos sabem que não deixará de cair. Porém, desconhecem o instante da ocorrência. -- que o fará transbordar, tornando o passado irrelevante, sem livrar os ex-companheiros do ressentimento, escárnio, rancor e ódio...
Ela nunca mais cozinhou para ele.Deixou-o.
Envenenar a comida teria sido pior para ambos... Redundante, até!
Por vezes, fica-se preso a um passado que não nos deixa viver o futuro....
ResponderEliminarE não devemos viver o futuro???
Interessante...
Obrigada pela visita
Beijos e abraços
Marta
Nem sempre fica ressentimento, escárnio, rancor e ódio... às vezes fica um misto de carinho, com pena... e mais tarde, pode até ser readquirida uma "espécie" de amizade. Vai por mim. E nem sempre se espera que o copo transborde. Porque ele nem sempre transborda (tem um furinho, :) entra gota e sai, aos poucos, restando aquela água suficiente para não se afogarem). :) Gostei da parte do espelho e do maxilar ser o contrário, rrsss... é tudo uma questão de perspectiva afinal JPD, mas a gota, aquela gota... a gota que chega para transbordar o copo, quando chega, é implacável! E quando o copo transborda, morrer envenenado ou afogado, vai dar ao mesmo...
ResponderEliminarP.S. i'm still waiting for an invitation...rrss Perhaps I'm not invited on purpose... if I get it now, I'll never know, will I?? :))))Falar nisso, visita o meu blogue, tem lá um desafio se o quiseres agarrar... Beijinho
Gota a gota
ResponderEliminarsem maxilares
lá vão resistindo as árvores
Os "donos" deixaram as saladas
estupidamente andam a ler jornais
Abraço
Ora bem! A gota que faz transbordar o copo pode ser imprevisível, mas raramente apanha os pares desprevenidos, que irremediavelmente vão antecipando a sua chegada à medida que o desgaste se acumula... Seja como for, se o copo transborda é porque estava já 'saturado'...
ResponderEliminarUm abraço! (e obrigada pelo repto para o S João. Deu-me uma belíssima ideia ;))
Olá
ResponderEliminarUma gota...uma palavra...e o "caldo" entorna de vez!
Adorei a parte do espelho e maxilar (contrário).
Aí, notou-se o teu toque especial.
Parabéns.
Bjs.
Ontem, a notícia alastrou-se lá no local onde trabalho: uma funcionária fora assassinada pelo marido, que se suicidou a seguir. A E. não o deixou. E morreu. Fica um menino, à mercê de toda a dor.
ResponderEliminarHá "gotas" que são piores que veneno.
Um abraço, JPD.
Uma gota a mais transbordada do copo e a reacção é animalesca.
ResponderEliminarOnde é que vivemos?
Bjs. :)
Provavelmente o mal é esperar a gota transbordar...antes de chegar aí...o melhor é dialogarem como pessoas civilizadas e separarem-se sem ressentimentos e nada de forçar a relação quando ela já deu o que tinha a dar...só acarreta mais raiva,mais desprezo, mais e mais ...sentimentos negativos...a vontade que o outro morra, desapareça...e o resultado é a falta de respeito...porque quando se começa a ver só os defeitos é muito mau sinal... um sinal de alerta...
ResponderEliminarBeijos
Retrato amargo de um quotidiano infelizmente muito frequente...
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